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Cirurgia do Câncer de Corpo do Útero em Curitiba

Essa neoplasia atinge o órgão muscular onde o feto se desenvolve, sendo assim, o câncer no corpo do útero pode se iniciar em diferentes partes dessa região. O mais recorrente é que as células tumorais impactem o endométrio, revestimento interno do útero.

Já o sarcoma uterino é menos comum, tendo seu início na musculatura ou no tecido estrutural de sustentação do órgão. Essa doença independe da faixa etária, porém é encontrado em maior escala nas mulheres que estão no período da menopausa.

Dados

Segundo dados da pesquisa efetuada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), 6,6 mil casos de câncer de corpo do útero foram registrados no Brasil em 2018, sendo que esse número deve se manter em 2019.

Estima-se que haja 6,22 casos a cada 100 mil mulheres no país, sendo o sétimo tipo de câncer mais frequente entre as brasileiras.

Grupos de riscos

A neoplasia no corpo do útero pode afetar mulheres de qualquer idade, porém, grupos com maior propensão a doença devem ser considerados e monitorados com maior cuidado e com avaliações de rotina mais frequentes.

Entre os grupos de risco, estão mulheres acima de 50 anos, predisposição genética, excesso de gordura e diabetes do tipo mellitus.

Mulheres que possuem crescimento endometrial, falta de ovulação crônica, passagem por radiação em tratamento anterior, nuliparidade e síndromes como ovário policístico e Lynch também são consideradas uma porção da população com chances mais elevadas. 

Por fim, também colaboram para o aparecimento deste tipo de câncer a menopausa tardia, o uso exagerado de estrogênios e a primeira menstruação de forma precoce na vida.  

Sintomas

Alguns sinais são comuns nesta condição, como o sangramento vaginal anormal e/ou fora do período menstrual, considerando escorrimentos e sangramento entre os ciclos menstruais de modo mais intenso que o habitual ou no caso de sangramento vaginal em pacientes já dentro da menopausa 

Diagnóstico

A detecção desse câncer uterino pode ser feita através de avaliações na história clínica da paciente, acompanhada de uma biópsia ou ultrassonografia transvaginal.

Também pode se realizar uma histeroscopia, técnica que consiste na introdução de um tubo com uma microcâmera que emite luz ao órgão, possibilitando a visualização completa do útero

Estágios de câncer de endométrio

Após o diagnóstico, são realizados os exames necessários para avaliar se as células tumorais estão restritas ao órgão de origem ou se há disseminação para outras partes. 

Esta etapa chama-se estadiamento, sendo importante para o reconhecimento do quadro do paciente e o planejamento adequado do tratamento. 

A escolha do perfil e do tipo de tratamento leva em consideração alguns pontos, como o estágio da doença, a idade do paciente e a presença ou não de problemas adjacentes.

Entre as avaliações que são realizadas para delimitar os passos do tratamento, estão o exame pélvico e os exames por imagem, como radiografia, ultrassonografia, tomografia e ressonância nuclear magnética.

Tratamentos

Após todo o processo de contenção (estadiamento), preparação do paciente, exames realizados e avaliados por equipe médica, os tratamentos mais incisivos e efetivos contra o câncer do corpo do útero se iniciam de fato, sendo eles: 

Histerectomia

Ato cirúrgico utilizado em grande parte dos casos, submetendo a paciente a remoção do útero, ovários e trompas, podendo ser de modo total, com retirada de todo o útero, ou de maneira subtotal, no qual apenas o útero é removido, mantendo o colo intacto.

Em casos mais graves, não só o útero é removido, mas também os tecidos e os ligamentos conectados a essa região, além de todo o colo do útero e da parte superior da vagina

Radioterapia e Quimioterapia

Para mulheres que não precisam passar por processo cirúrgico ou não podem, por causa de metástases já presentes no organismo e demais complicações de saúde, os tratamentos indicados são a Radioterapia, com aplicação de radiação em altas doses, geralmente sobre a barriga ou diretamente dentro da vagina, e a Quimioterapia, baseada em medicações que buscam impedir o crescimento dos agentes causadores da neoplasia.

Cirurgia Oncológica em Curitiba