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Cirurgia do Câncer de Pulmão em Curitiba

De acordo, com pesquisa recente do Instituto Nacional do Câncer (INCA), essa é a patologia mais comumente diagnosticada, sendo a segundo entre os homens e mulheres no Brasil, com o agravante de ser o número 1 em todo o mundo desde 1985, tanto no quesito de incidência quanto em mortalidade.

Para efeito de comparação, proporção e frequência desta patologia, é contabilizado que cerca de 13% de todos os casos novos de câncer sejam de pulmão, estes divididos em dois tipos principais, pequenas células em menor recorrência englobando 10 a 15% e as células não pequenas que abrangem a imensa maioria de 80 a 85%.

Ambos os casos têm características próprias de desenvolvimento, disseminação, crescimento e tratamento. Cada tipo também pode ser subdividido em demais grupos e abordagens.

Câncer de pulmão de células não pequenas

Dividido em três subtipos e dependendo da célula da qual se originou, esse grupo da patologia pode ser separado em Adenocarcinoma, presente em 40% dos diagnósticos, Carcinoma Epidermóide de 25 a 30% e Carcinoma de grandes células (indiferenciado) com 10 a 15%.

Adenocarcinoma

Esses tumores iniciam seu crescimento e desenvolvimento nas células que revestem os alvéolos, responsáveis por produzirem substâncias como muco, característico problema no organismo, recorrente a fumantes, ex-fumantes e até mesmo para os fumantes passivos.

Sendo frequente em maior escala para mulheres do que em homens e mais propenso a ocorrer em pessoas mais jovens do que outros tipos de câncer de pulmão, o adenocarcinoma é normalmente encontrado nas áreas externas do órgão afetado.

Seu alastramento no corpo tende a ser mais lento em relação a outros tipos de câncer de pulmão, possibilitando diagnóstico mais rápido antes da disseminação total. Os pacientes com adenocarcinoma têm melhores projeções do que pessoas com outros tipos de câncer de pulmão, podendo ter uma recuperação mais eficaz.

Carcinoma epidermóide

Caracteriza-se por atingir as células epidermóides, encarregadas de revestir o interior das vias aéreas e com aspecto plano. Este subtipo está conectado diretamente ao tabagismo e com maior propensão de ser encontrado na região central dos pulmões, localização próxima aos brônquios.

Carcinoma de grandes células (indiferenciado)

Subtipo mais perigoso e agressivo ao organismo, o Carcinoma de grandes células (indiferenciado), pode aparecer e se disseminar rapidamente por qualquer parte do pulmão, o que torna seu tratamento ainda mais complexo.

Carcinoma de pequenas células

Carcinoma de células pequenas combinado

Essa subdivisão engloba os tipos adenocarcinoma, carcinoma de células grandes ou carcinoma de células escamosas. Sua principal característica é a disseminação simultânea ao organismo, agravante sério para o planejamento de tratamento e prognósticos.

Carcinoma de células pequenas extrapulmonar

Para esse subtipo, o impacto pode chegar até a outros órgãos externos como o tubo gastrointestinal, vias urinárias, cabeça, pescoço e entre outras regiões. Sendo analisado e diagnosticado 13% de seus casos como metástase de origem desconhecida, por conta da sua velocidade de crescimento e alastramento.

Sintomas

Com agravantes de risco de conhecimento popular, como o tabagismo, utilização de outras drogas e contato com a poluição de indústrias e carros, surgem sintomas, apesar de tudo, em seu início de forma bem tímida sendo praticamente imperceptível.

A evolução do quadro de um câncer de pulmão, em muitos casos, acontece de forma rápida e abrangente no corpo, apontando nesse momento alguns sinais essenciais que devem ser percebidos para busca do tratamento ideal

Com essa percepção, as ocasiões de aumento da tosse ou mudança no padrão da tosse comum de um fumante, falta de ar, dor na região torácica, perda de peso constante, cansaço ou fadiga após pequenos esforços, além da presença de sangue no escarro caracterizam uma propensão a essa patologia em um grau mais elevado.

Tipos de cirurgia do câncer de pulmão

A cirurgia acompanhada de outras terapias e acompanhamentos complementares possibilita, em estágio inicial ou em casos de câncer de pulmão de células não pequenas, maiores chances de recuperação ao paciente.

Ao longo do tempo com os avanços e descobertas, diferentes técnicas cirúrgicas apareceram para ampliar o campo de oportunidades de tratamento contra esse problema que atinge milhões de pessoas para tratar e, possivelmente, curar o câncer de pulmão de células não pequenas.

Pneumonectomia ou Pneumectomia

Este procedimento consiste na retirada de todo o pulmão, se o tumor estiver localizado próximo ao centro do tórax. Já uma segunda opção é a Lobectomia, técnica que consiste na remoção do lobo inteiro do pulmão que contém o tumor.

Segmentectomia ou Ressecção em Cunha

Também existe a possibilidade da realização da retirada de apenas uma parte do lobo do tórax. Esta técnica é realizada se após exames prévios à cirurgia, o paciente não apresentar função pulmonar suficiente para suportar a retirada total da região atingida pela patologia.

Ressecção Sleeve

Uma saída um pouco menos comum pode ser implementada, procedimento que visa localizar e tratar cânceres localizados nas vias aéreas também pode ser realizada.

Por fim, a escolha do tratamento varia para cada caso por diferentes motivos clínico e em qualquer um desses tipos de cirurgia, a remoção dos gânglios linfáticos se faz obrigatória para evitar possível disseminação da doença, sendo acompanhada por anestesia geral e realizadas por meio de uma incisão cirúrgica entre as costelas geralmente do lado do tórax, denominada toracotomia.

Cirurgia torácica videoassistida

Casos em estágios iniciais, normalmente seguem um procedimento chamado cirurgia torácica videoassistida pelo fato de ser menos invasiva em comparação com um toracotomia por exemplo.

Com esse recurso, um tubo fino e rígido com uma pequena câmara de vídeo na extremidade é inserido através de um pequeno orifício, na parte lateral da caixa torácica do paciente, para ajudar o cirurgião a visualizar a cavidade torácica em um monitor de TV.

Após a realização de um ou dois outros pequenos furos na pele, instrumentos são postos ​​para realizar a mesma operação que seria feita em uma abordagem aberta da toracotomia, porém sem a mesma invasão.

É importante ressaltar que a grande maioria dos especialistas, recomenda que apenas os tumores em fase inicial, localizados na parte externa do pulmão, sejam tratados desta forma.

Cirurgia do câncer de pulmão metastático

Em uma fase bem avançada do problema, a disseminação afeta a glândula suprarrenal, se encaminha para o cérebro ou para demais órgãos vitais do corpo humano.

Nesses casos se existir apenas um tumor este pode ser removido cirurgicamente por meio desse procedimento operatório de metástase. Deve ser considerada apenas se for o caso do pulmão pode ser retirado por inteiro, especialmente se o tumor não estiver localizado na glândula suprarrenal.

Para tumores localizados mais especificamente no cérebro, o procedimento indicado é a craniotomia, podendo ser feita apenas se a remoção não significar grandes riscos de danificações de áreas vitais desse órgão.

Cirurgia Oncológica em Curitiba