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Cirurgia do câncer de ovário em Curitiba

No Brasil, estimam-se 6.150 casos de câncer do ovário, para o ano de 2018, e projeção para manter esse número em 2019. Seu risco é estimado em 5,79 casos a cada 100 mil mulheres, sendo o oitavo mais incidente no público feminino.

A condição é considerada a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. 95% dos casos é derivada das células epiteliais, responsáveis pelo revestimento do ovário. O restante vem de células germinativas, que formam os óvulos, e das células estromais, que produzem a maior parte dos hormônios femininos.

Sintomas

Essa neoplasia geralmente apresenta sintomas quando a doença já se disseminou para outros órgãos, se manifestando através de inchaços, dores pélvicas ou abdominais, perda de apetite, além da necessidade frequente de urinar muitas vezes ao dia. 

Tendem a ser frequentes quando mais agressivos e severos ao organismo. No caso de apresentação frequente desses sintomas, ao longo de algumas semanas, deve ser realizada uma consulta com o médico especialista, juntamente com exames específicos.

É importante também ficar atento a demais sintomas eminentes ao câncer de ovário, como fadiga, dores de estômago e nas costas, incômodos durante a relação e alterações menstruais.

Fatores de risco

Alguns fatores acarretam maior incidência nos casos dessa neoplasia, por exemplo a idade, considerando que, com o passar da vida, as mulheres podem ser mais afetadas por células tumorais nessa região do corpo, bem como fatores reprodutivos e hormonais, causados pela ingestão de contraceptivos durante um longo período de tempo.

A primeira menstruação precoce, antes dos 12 anos, ou de forma tardia durante menopausa, após os 52 anos, também podem estar associados a riscos mais elevados de câncer no ovário.

Fatores como terapias hormonais pós menopausa, obesidade, histórico familiar negativo e a questão genética podem favorecer a neoplasia nesse órgão. 

Detecção precoce e diagnóstico do câncer de ovário em Curitiba

A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, radiológicos ou através de rastreamento, ou seja, avaliações periódicas em pessoas sem sintomas, mas encaixados nos grupos de risco.

O diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível apenas em parte dos casos, pois sinais e sintomas só tendem a aparecer de forma mais evidente nos estágios avançados. 

É importante lembrar que, na maioria das vezes, possuir esses sintomas não significa câncer, mas é fortemente recomendável ir ao especialista no caso de seu surgimento para a realização de um exame clínico ginecológico e, se necessário, avaliações laboratoriais e de imagem.

Tratamentos para o câncer de ovário

O ato cirúrgico é mais utilizado no tratamento de câncer de ovário, a depender de fatores como disseminação, tamanho do tumor, evolução, além do estado físico e clínico do paciente. 

No caso de mulheres em idade fértil e no estágio inicial da condição, o tratamento pode não promover a remoção de ambos os ovários e do útero, preservando maiores chances de fertilidade.

Cirurgia para câncer epitelial de ovário

Esse tipo de neoplasia consiste no ato cirúrgico para dois objetivos, sendo eles o estadiamento e a diminuição do volume, retirando a máxima proporção do tumor. 

A primeira missão é diagnosticar a disseminação da doença, o que implica a remoção do útero, dos ovários e das trompas de Falópio pela histerectomia.

Nesse momento, também é extraída a camada de tecido gorduroso, responsável por revestir os órgãos abdominais e alguns linfonodos da pelve e do abdome, com as amostras de tecido e líquido sendo recolhidas e enviadas para análise.

Já a diminuição do câncer epitelial de ovário se baseia na retirada do tumor com margem de grande proporção. Essa ação é importante, principalmente, aos pacientes em estágio mais avançado e a doença é disseminada por todo o abdome. 

Outro objetivo da cirurgia é não deixar nenhum tumor maior que 1 cm e, a depender do quadro clínico do paciente, o cirurgião pode remover uma parte do cólon, bexiga, ou até mesmo o baço e a vesícula biliar. Dependendo do alastramento da doença, esse tratamento também pode remover parte do estômago, fígado ou pâncreas.

O tempo médio de internação é de três a sete dias após a cirurgia, sendo que a maioria das mulheres retoma suas atividades rotineiras em quatro a seis semanas após o procedimento.

Cirurgia para câncer de ovário de células germinativas e estromais

Em caso de impacto das células germinativas e estromais, o principal objetivo da cirurgia é remover todo o tumor. Na maioria dos diagnósticos, a neoplasia é tratada através de histerectomia ou salpingo-ooforectomia bilateral. 

Com intuito de preservar a fertilidade da mulher, caso tumor esteja localizado em apenas um dos ovários e a paciente ainda deseja ter filhos, somente o ovário que contém a doença é retirado, juntamente com a trompa de Falópio do mesmo lado.  Entretanto, em caso de disseminação da doença, ambos os ovários são retirados em conjunto e com uma maior massa de tecido excedente.

Cirurgia Oncológica em Curitiba