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O que é o câncer de pâncreas

Essa neoplasia tem como principal tipo os casos de adenocarcinoma que se origina no tecido glandular, correspondendo a 90% dos diagnósticos. Em sua maioria, afeta a cabeça do órgão, sendo os outros casos no corpo, ao centro, e a cauda.

Característico por ser de difícil detecção e ação agressiva contra o organismo, o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade devido ao diagnóstico tardio. No país, é responsável por cerca de 2% dos casos de câncer e por 4% do total de mortes causadas pela doença.

A neoplasia é considerada rara antes dos 30 anos, tornando-se mais comum a partir dos 60, principalmente em homens. Segundo pesquisa organizada e realizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), os casos de câncer de pâncreas aumentam em pacientes com o passar do tempo, com incidência de 10 casos para cada 100 mil habitantes entre 40 e 50 anos. Esse número sobe para 116 entre os 80 e 85 anos de idade.

Fatores de risco

Entre 10% a 15% dos casos carregam traços de hereditariedade, podendo ser constatado síndromes predispostas a outros tipos de neoplasias, como Câncer de mama e de ovário hereditário, associados aos genes BRCA1, BRCA2 e PALB2, Síndrome de Peutz-Jeghers e Síndrome de pancreatite hereditária.

Entretanto, a maior taxa é decorrente de fatores ligados ao estilo de vida, rotina, outras complicações clínicas e precauções que não são tomadas durante a vida. Com isso, o vício no tabaco, a obesidade, inatividade física, diabetes mellitus e a pancreatite crônica não hereditária são pontos que aumentam o risco a pessoa.

Também é necessário ter atenção ao ambiente e a funções específicas com alta exposição a solventes, como tetracloroetileno, estireno, cloreto de vinila, epicloridrina, HPA e agrotóxicos.

Agricultores, trabalhadores de manutenção predial e da indústria de petróleo são os grupos mais expostos a estas substâncias, apresentando risco aumentado de desenvolvimento desse tipo de câncer.

Sinais e sintomas do câncer de pâncreas

Devido a ação agressiva das células cancerígenas, alguns sintomas podem ser diagnosticados e identificados em exame ou pelo próprio paciente, como fraqueza constante, perda de peso, falta de apetite, dor abdominal, urina com tom escuro, olhos e pele amarelada, além de náuseas e dores nas costas.

Contudo, a variedade de sinais e sintomas não tornam os sinais evidentes e diretamente ligados em específico ao câncer de pâncreas, sendo esse um motivo que colabora para os diagnósticos tardios dessa doença.

Pessoas acometidas pelo diabetes também possuem maior risco, por isso, o surgimento repentino de diabetes a um adulto pode significar eventual caso de câncer de pâncreas.

Análises e estudos revelam que existe correlação entre o câncer de pâncreas e diabetes, pois o diagnóstico do diabetes ocorre dentro dos 24 meses anteriores ao diagnóstico da neoplasia, correspondendo entre 74% a 88% dos casos.

Diagnóstico

É realizado de acordo com sinais e sintomas aparentes. A partir desse momento, exames laboratoriais, como sangue, fezes e urina são requisitados, além de tomografia computadorizada de abdome, ultrassonografia abdominal, ressonância nuclear de vias biliares e da região do pâncreas.

Assim que identificada a lesão, realiza-se uma biópsia do tumor, etapa que confirma o diagnóstico e ajuda a definir o tratamento mais propício para cada caso.

Exames pré cirúrgicos

Os exames mais recomendados são a tomografia de abdome com múltiplos detectores, tomografia com emissão de pósitrons, ressonância nuclear magnética, ecoendoscopia e também a laparoscopia.

 Tipos de cirurgia do câncer de pâncreas

Apesar de ser possível a realização de tratamentos por meio de substância de ação quimioterápica, o caminho mais recomendado é o meio cirúrgico para retirada do tumor instalado no órgão.

Uma das opções é a Gastroduodenopancreatectomia, ou Cirurgia de Whipple, método que retira a cabeça do pâncreas e, em alguns casos, também parte do corpo do pâncreas, vesícula biliar, ducto biliar comum, tecidos do estômago e duodeno. Com índices de recuperação e sucesso aceitáveis, essa alternativa também possibilita forma paliativa.

O segundo método de tratamento é o Duodenopancreatectomia, ato cirúrgico semelhante ao Whipple, porém incluindo a retirada da parte inferior do estômago.

Na Pancreatectomia total, assim como o próprio nome indica, ocorre a remoção de todo o pâncreas, juntamente com o duodeno e parte do estômago, baço e vesícula biliar.  Em alguns casos, pode ocorrer quadros de diabetes devido a falta de insulina, não produzida naturalmente pelo organismo. Por fim, pode ser implementada a opção da Pancreatectomia distal, com remoção do baço e pâncreas distal.

Em quadros que a doença está em estágio muito avançado, geralmente com presença de metástases, os tratamentos realizados possuem perfil paliativo, com o intuito de amenizar sintomas e efeitos colaterais causados pela neoplasia.

Para esses casos, a quimioterapia é o principal recurso utilizado, visando atenuar as consequências e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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