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Dados

Considerada uma neoplasia extremamente rara entre os cânceres diagnosticados, o câncer de retroperitônio representa 0,2 dos diagnósticos atuais. A faixa etária mais propícia a ser impactada é dos 40 aos 60 anos, sendo mais recorrente em pessoas do sexo masculino.

Sua origem pode ser mesenquimal, ou seja, podendo ser vascular, muscular, através do tecido conectivo, adiposo ou neural, e ainda, através de remanescentes embrionários.

As células tumorais malignas, com alto índice de alastramento no organismo, possuem alguns subtipos, sendo 1/3 sarcomas, onde cerca de 15% estão presentes na região conhecida como “partes moles”.

O aparecimento está associado a fatores de risco, como radioterapia previamente realizada em outros tratamentos, traumas e alta taxa de exposição a substâncias como herbicidas e componentes químicos.

Sintomas

 

Raramente é notado pelo paciente em estágio menor que 5 centímetros. Os principais sintomas são a presença de massa abdominal, perda de peso e dores abdominais vagas e difusas.

Para diagnóstico, existem opções viáveis, como análise de hematomas, normalmente conectado à história de traumas e/ou anticoagulantes, percepção de abscessos que ocasiona febre e leucocitose ou nível de metástases em órgãos como rins e pâncreas.

Diagnóstico

 

O exame de diagnóstico realizado é a tomografia computadorizada, embora a ressonância nuclear magnética e exames intestinais contrastados também são bastante utilizados e podem ser muito úteis.

A biópsia é outra ferramenta para descartar linfoma ou metástase e orientar a terapia cirúrgica, baseada na histologia do tumor. O mapeamento e entendimento do quadro clínico do paciente conclui-se com exames laboratoriais e radiografia de tórax, podendo ser realizado ou não uma cintilografia óssea em casos de dor óssea ou alterações laboratoriais em testes anteriores.

Por fim, uma avaliação anatômica e funcional renal também pode ser efetuada para análise do rim contralateral, já que o tratamento pode exigir a ressecção renal em até 46% dos casos. Porcentagem essa complementada também para 25% de casos no cólon, 18% em adrenal, 15% no pâncreas e 10% no baço. Atualmente, 20 a 40% dos tumores são irressecáveis por completo.

Tratamento

Primeiramente, é essencial que o paciente seja acompanhado por uma equipe médica multidisciplinar com intuito de evitar ressecções maiores inapropriadas de outros tumores, como linfoma e tumores de células germinativas.

Com isso em vista, em grande parte dos casos, o tratamento é cirúrgico com ressecções extensas e com margens cirúrgicas amplas, mesmo que para isso seja necessária a ressecção de órgãos adjacentes. Esse ato pode ser acompanhado por radioterapia intraoperatória ou pós-operatória em casos mais complexos onde as margens cirúrgicas são insuficientes.

Importante salientar que em alguns casos, indica-se radioterapia ou quimioterapia primárias no período pré-operatório. Nos casos de recidiva operatória o mais recomendado é a terapia cirúrgica. Já nos casos de doenças irressecáveis ou tumores avançados, é aconselhável uso das técnicas paliativas com objetivo deproporcionar maior sobrevida à pessoa.

Cirurgia Oncológica em Curitiba