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A próstata, órgão situado entre a bexiga e a região pélvica e atravessada pela parte inicial da uretra, canal pelo qual passa a urina e produz parte do líquido que compõem o esperma.

Esse é o câncer mais comum entre os homens. Com maiores chances de aparecer conforme o avanço da idade, por isso a necessidade e recomendação para quem tem mais de 45 anos realizar os exames preventivos pelo menos uma vez ao ano.

A patologia, geralmente diagnosticada pela alteração no PSA, principal proteína da próstata, é identificada quando sua dosagem está acima do nível ideal, podendo indicar um problema no órgão.

Esse tipo de câncer é dividido em três estágios. A doença localizada, na qual a neoplasia está confinada somente a próstata. A doença localmente avançada quando a neoplasia já atinge ultrapassa o limite da cápsula prostática ou atinge os gânglios linfáticos regionais. E o estagio de doença disseminada quando já se identifica a presença de metástases em ossos ou vísceras.

Dados estatísticos

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, levando em conta a porcentagem masculina da população brasileira, estima-se que 68.220 casos novos de câncer de próstata são reconhecidos entre 2018 e 2019. Esse número representa um risco calculado de 66 casos para cada 100 mil homens.

Diagnosticado como o problema mais recorrente, o câncer de próstata é o mais comumente visto entre os homens em todas as regiões do país, representado por estatísticas relevantes, sendo na Região Sul 96 casos a cada 100 mil, na Região Sudeste 69 diagnósticos a cada 100 mil, na Região Centro-Oeste 66 a cada 100 mil, na Região Nordeste a projeção de 56 casos a cada 100 mil pessoas e na Região Norte 29 a cada 100 mil.

Sintomas

Este tipo de patologia em seu estágio inicial, na grande maioria dos casos, não demonstra sintomas ou efeitos muito aparentes podendo ficar anos sem atrapalhar ou prejudicar a vida de uma pessoa, havendo sinais mais claros apenas em seu nível avançado.

Entre as sensações e incômodos que podem ser percebidos está a micção frequente, ou seja descontrole da bexiga, fluxo urinário fraco ou interrompido, nictúria que é a vontade noturna descontrolada de urinar.

Outros problemas que podem indicar a patologia, incluem o sangue ou sêmen na urina, disfunção erétil, dores nos quadris, costas, coxas, ombros ou em outros ossos que a doença possa ter se espalhado, além de fraqueza ou dormência nos pés e nas pernas

A importância da conversa médica

Devido ao fato de muitos sintomas serem provocados por outras condições clínicas, diferentes do câncer de próstata, como por exemplo o aumento do fluxo urinário de forma mais frequente ocasionado pelo crescimento benigno da próstata denominado hiperplasia prostática benigna (HBP), fazem com que as dúvidas dos pacientes aumentem.

Por esse motivo, é essencial manter contato com o médico e informar sobre qualquer sintoma, para que a causa seja diagnosticada e, se necessário, iniciado o tratamento o quanto antes.

Cirurgias e procedimentos

O procedimento mais realizado e indicado aos casos cirúrgicos da próstata é a  prostatectomia radical, recurso médico que possibilita a retirada total do órgão de tecidos complementares ao seu redor, incluindo as vesículas seminais.

Entretanto, diversos tipos de prostatectomia radical podem ser efetuadas. como por exemplo a retropúbica e perineal, além da alternativa das técnicas por laparoscopia comum ou assistida por robótica.

Prostatectomia radical retropúbica

A dinâmica com essa técnica, é a realização de uma incisão feita por um cirurgião especializado na área, na parte inferior do abdômen, que vai desde o umbigo até o osso púbico. Com aplicação de anestesia geral, raquidiana ou peridural com sedação.

Outro importante passo no combate contra a doença é a avaliação dos linfonodos próximos a essa parte do corpo, pois com base nos resultados obtidos do PSA e biópsia, o profissional pode remover alguns desses linfonodos caso seja necessário.

Após a cirurgia a sonda vesical colocada, permanece durante 1 a 2 semanas para auxiliar na recuperação e dar suporte na função de drenagem da bexiga. Quando esse cateter é retirado o paciente volta a urinar normalmente.

Prostatectomia radical perineal

Nesse caso, o cirurgião faz a incisão na pele entre o ânus e o períneo. Essa opção é usada com menos frequência, porque não há como evitar o contato e pressão nos nervos e os linfonodos não podem ser removidos.

Essa cirurgia pode ser mais curta e geralmente escolhida por pacientes que não se incomodam com frequentes ereções, não possuem o agravante da remoção de linfonodos ou são proibidos de realizar a técnica da retropúbica devido a outras condições clínicas.

O ato cirúrgico tem um cateter inserido através do pênis para ajudar a drenar a bexiga. A sonda geralmente permanece no local por 1 ou 2 semanas e após a remoção do mesmo o paciente volta a realizar suas necessidades fisiológicas normalmente.

Prostatectomia radical por laparoscopia

Os métodos laparoscópicos tornaram-se mais populares nos últimos anos com o avanço tecnológico promovido nesse ramo, aumentando a qualidade e precisão na cirurgia e possibilitando um pós-operatório menos complexo

Essa técnica realiza várias incisões pequenas por onde são inseridos instrumentos especiais para remover a próstata, como o caso de uma pequena câmara de vídeo na extremidade que proporciona a visualização interna do abdômen.

A prostatectomia por laparoscopia tem alguns benefícios em comparação com a prostatectomia radical aberta, pois pode incluir menor perda de sangue, amenização da dor durante todo o processo, além de um período mais curto de internação e recuperação.

Prostatectomia radical por laparoscopia assistida por robótica

Com recurso digital e tecnológico esse procedimento em específico, também conhecido como prostatectomia robótica, realiza a operação a partir de uma mesa de operações, onde o cirurgião controla os braços robóticos para realizar o procedimento, através de pequenas incisões no abdômen do paciente.

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