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O que é

A glândula tireoide é localizada na parte frontal do pescoço e logo abaixo da laringe, onde estão posicionadas as cordas vocais. Essa região produz hormônios que regulam o metabolismo, estabilizando o uso e armazenamento da energia presente em nosso corpo.

A neoplasia ocorre quando tumores crescem na tireoide, sendo cerca de 90% benignos, ou seja, não-cancerosos, e o restante considerados cancerosos, característicos por se espalharem por todo o organismo.

Dados

Segundo números levantados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) no Brasil, calculam-se 1.570 novos casos de câncer de tireoide no sexo masculino e 8.040 no público feminino em 2018, com projeção de números aproximados em 2019, aproximadamente 1,49 casos a cada 100 mil homens e 7,57 casos a cada 100 mil mulheres.

O que aumenta as chances?

O fator genético impacta muito nos casos diagnosticados de câncer de tireoide, com isso, o histórico familiar do paciente deve ser obrigatoriamente analisado pelo médico responsável.

A alimentação pobre em quantidade de iodo também pode aumentar as chances de contrair a condição.

Por fim, frequentes realizações de exames com base de irradiação próxima ou diretamente na região do pescoço, mesmo que em pequenas doses, pode estimular os fatores aos tumores benignos ou malignos.

Sintomas

Por ser um tipo de neoplasia que, muitas vezes, pode ser tratado precocemente, o diagnóstico e exames periódicos são essenciais para a descoberta antecipada e o tratamento eficaz. Por isso, ficar atento aos sintomas que possam apontar a essa patologia é quesito primordial nesse processo.

Entre os sintomas, as principais são: Presença de nódulos ou caroço no pescoço, normalmente de rápida evolução; inchaços na região (ínguas); dores que podem se alastrar para os ouvidos; rouquidão ou demais alterações na voz.

Dificuldades na respiração, com sensação de algo pressionando a garganta, tosses constantes não provenientes de resfriados ou gripe, além de inconvenientes, incômodos e dores no momento de engolir um alimento também indicam uma possível estadia dessa neoplasia.

Diagnóstico

Os principais meios iniciais de diagnóstico são o histórico clínico/familiar e os exames físicos. Muitas vezes, em casos de tumores pequenos, os casos são assintomáticos, ou seja, a pessoa possui a doença, mas não evidencia sintomas muito claros.

A concretização de uma suspeita, normalmente, é fixada como diagnóstico definitivo após a realização de ultrassonografia do pescoço.

Levando em conta o estado do paciente, estadiamento da patologia e demais características, é feita então a punção aspirativa, técnica que permite conferir maiores detalhes ao panorama. Caso o resultado ateste positivo, o paciente é encaminhado ao cirurgião para continuidade no tratamento.

Quais os tipos de câncer de tireoide

Vários tipos podem ser categorizados dentro da neoplasia na glândula da tireoide, incluindo a porção total afetada, evolução e estadiamento das células cancerígenas. Entretanto, alguns tipos são mais comuns, sendo eles:

● Carcinoma papilífero:

O padrão mais comum de câncer de tireoide, encontrada em cerca de 80% dos casos, com progressão lenta e considerada a de maior probabilidade de cura.

● Carcinoma folicular:

Visto com menos frequência que o papilífero, mas em geral com bom prognóstico e diferentes meios de tratamento. Costuma aparecer depois dos 35 anos de idade, com risco maior de metástases, nesses quadros mais graves e avançados, os pulmões e ossos também podem ser atingidos pelas células tumorais.

● Carcinoma medular:

Responsável por, aproximadamente, 5% dos casos de câncer da tireoide. Aborda os casos de tumor de perfil e ação mais agressiva, estando relacionado a determinadas síndromes genéticas, causadoras de secreção de proteína e que acarreta na calcificação dos ossos.

● Carcinoma anaplásico:

Tipo menos recorrente de carcinoma e correspondente a 2% dos casos de tumores da tireoide. Caracterizado por seu ágil alastramento e crescimento, atinge órgãos à distância, como os pulmões, estrutura óssea e o fígado, se não for diagnosticado corretamente.

● Sobrevida e reincidência

Os tipos papilar e folicular possuem alta taxa de sobrevivência, considerando os casos de descoberta precoce, porém, as chances diminuem pela metade em situações com estágio mais avançado, principalmente se houver metástases espalhadas pelo corpo.

Como tratar o câncer de tireoide

Variando conforme o paciente demais condições clínicas, o tratamento mais indicado depende do tamanho do tumor, podendo ser por iodoterapia, hormonioterapia ou ato cirúrgico.

Em casos mais graves, podem ser indicadas quimioterapia e radioterapia, acompanhada ou não de cirurgia, em todos os tipos de tratamento, sendo sempre indicados pelo médico endocrinologista ou cirurgião.

● Cirurgia:

O procedimento, conhecido por Tireoidectomia, implica na remoção cirúrgica total ou parcial da glândula tireoide, indicada para pacientes acometidos pelas células tumorais  ou para patologias deste órgão, tal como o hipertireoidismo.

● Reposição hormonal:

Importante acompanhamento, muitas vezes para toda a vida, para atenuação de efeitos e sintomas permanentes, mesmo após cirurgia e/ou radioterapia.

● Iodo radioativo:

Pós-operatório

Ao final do procedimento operacional, seja por meio cirúrgico ou por medicamentos, o paciente ainda deve realizar exames, passar por triagens e acompanhamento rigoroso para constante avaliação clínica.

Portanto, é essencial comparecer a todas as consultas, pois os maiores cuidados pós operatórios podem ser feitos com conversas e exames de rotina, evitando o retorno de qualquer sintoma. Exames por imagem são comumente pedidos para frear um possível retorno da neoplasia extirpada anteriormente.

Para os casos de Câncer Papilífero ou Folicular, os pacientes que passaram pela tireoidectomia devem realizar, entre seis a 12 meses do término do tratamento, uma varredura do organismo com iodo radioativo para determinar se as células tumorais foram completamente removidas.

Caso o resultado seja negativo, não é necessário verificações futuras, a menos que algum sintoma retorne ou em caso dos exames demonstrarem alguma alteração.

Já os exames de sangue, como TSH e tireoglobulina, também devem ser realizados frequentemente, com periodicidade a critério do médico, e variar para cada caso em específico. A tireoglobulina é propiciada pelo tecido dessa área, portanto, a remoção total da tireoide deve manter-se em níveis baixos no sangue.

No caso do Câncer Medular da Tireoide, os indivíduos afetados por essa neoplasia devem, em sua grande maioria, realizar exames de sangue para determinar valores de calcitonina e antígeno carcinoembrionário (CEA).

Cada tipo específico de tumor encontrado apresenta efeitos colaterais divergentes e que podem durar até alguns meses. Em, praticamente, todas as circunstâncias, os pacientes devem repor o hormônio tireoidiano de forma contínua e permanente, por meio de medicamentos para suprir a função, antes feita pelo organismo.

 

 

 

 

 

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