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Tratamento do Câncer de Estômago em Curitiba

Patologia também denominada como câncer gástrico representa a presença de um tumor na região localizada entre o esôfago e o duodeno na parte superior da cavidade abdominal, mais comumente visto  na faixa etária entre os 50 e 70 anos de idade, tendo a ocorrência de dois terços dos casos ocorrerem em pessoas acima dos 65 anos de idade.

Os diferentes tamanhos, tratamentos e exames classificam os tipos que podem ser diagnosticados, sendo o adenocarcinoma, mais frequente em homens dos 60 aos 70 anos, o tumor responsável por 95% dos casos de neoplasia desse órgão.

Os dois outros tipos são os linfomas, com 3% dos casos e os sarcomas com 2% sendo a probabilidade mais rara a ser enfrentada por um paciente. Na situação dos sarcomas, os tecidos que dão origem a músculos, ossos e cartilagens são atingidos por células cancerígenas, sendo uma delas o GIST ou tumor estromal gastrointestinal.

Dados do Câncer de Estômago

Com base em pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), na população brasileira estima-se o número de 13.540 casos novos de câncer de estômago entre homens e 7.750 nas mulheres para cada ano de 2018 e 2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 13,11 casos novos a cada 100 mil homens e 7,32 para cada 100 mil mulheres.

Denominado por região o câncer de estômago pode ser percebido entre os homens nas região Norte com 12,35/100 mil e Nordeste 11,17/100 mil. Já na região Sul (17,12/100 mil) e Centro-Oeste (11,52/100 mil), tendo na Região Sudeste (13,46/100 mil).

Para as mulheres, na região Sul (8,95/100 mil), Centro-Oeste (6,52/100 mil) e Norte (5,34/100 mil). Nas demais regiões, Nordeste (7,16/100 mil) e Sudeste (7,41/100 mil).

Fatores de risco

Alguns fatores de risco aceleram as probabilidades de aparição dessa patologia como, por exemplo, excesso de peso ou obesidade, consumo de álcool, excesso de sal nos alimentos, além do tabagismo.

Outros motivos que aumentam as chances de ocorrência dos sintomas do câncer de estômago são doenças pré existentes como anemia perniciosa, gastrite atrófica, metaplasia intestinal e infecções por diferentes bactérias.

A rotina e vida da pessoa, assim como os locais de trabalho e onde frequenta com regularidade também influenciam negativamente para a saúde, como combinar tabagismo com bebidas alcoólicas, ter alta exposição ocupacional à radiação ionizante, como raio X e Gama, em indústrias ou em instituições médicas, compostos químicos e agrotóxicos aos trabalhadores rurais e braçais ou também existir parentes de primeiro grau com histórico.

Sintomas do Câncer de Estômago

Apesar de não possuir sintomas específicos, alguns sinais recorrentes notados como a perda de peso e apetite, aumento de fadiga e sensação de estômago cheio mesmo antes de se alimentar são motivos para consultar um especialista para exames mais aprofundados.

Outro ponto interessante que é levado em conta para percepção do câncer de estômago, em cerca de 10% a 15% dos casos, é o aparecimento frequente de sangue em vômitos e fezes ou também fezes com tons mais escurecidos, com aspecto pastoso e odor mais forte que o normal.

Em um estágio mais avançado são perceptíveis indicadores como massa palpável na parte superior do abdômen, aumento do tamanho do fígado, presença de íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo que podem apontar para uma possível patologia avançada.

Diagnóstico

O principal método diagnóstico feito é a endoscopia digestiva alta, com aplicação de sedação geral e anestesia na região da garganta. Na sequência um tubo é introduzido pelo médico para visualização de todo o esôfago e estômago.

Esse recurso permite a retirada de fragmentos de tecido por meio de biópsias que são enviadas a laboratório, para que seja confirmado ou não a suspeita de tumor apontando o tipo e delimitando algumas formas de tratamento a ser recomendado.

Caso o resultado seja positivo para câncer, geralmente se faz necessária a realização de mais um exame de tomografias computadorizadas para avaliação da extensão e estágio do tumor.

Tipos de patologias e Cirurgias

Doença localizada

Outra opção terapêutica é a realização da quimioterapia, antes e/ou após a cirurgia, procedimento que pode aumentar as chances de recuperação de determinado paciente, ainda existindo os casos selecionados, onde também pode ser preciso radioterapia.

Câncer inoperável ou metastático

A patologia em estágio metastático, não permite cirurgia devido seus altos riscos e enorme abrangência a demais órgãos e tecidos, por essa razão o tratamento é ocorrido com intuito paliativo.

Geralmente localizado no peritônio (membrana que recobre os órgãos digestivos e a parede interna da cavidade abdominal) e gânglios linfáticos distantes do estômago, todo a abordagem médica é em aliviar dores e evitar novos sintomas em busca de melhorar a qualidade e prolongar a perspectiva de vida da pessoa.

A escolha deste tipo de recurso paliativo varia, dependendo dos sintomas presentes, da extensão do tumor e, principalmente, das condições físicas do paciente. Somente com avaliação médica define-se o tratamento necessário a cada caso sendo incluído nesse processo observação, medicamentos, transfusões sanguíneas, procedimentos endoscópicos ou vasculares, seguido de cirurgia e/ou quimioterapia.

No caso da necessidade de quimioterapia paliativa, em alguns casos é possível realizá-lo para prolongar e melhorar a qualidade de vida, com alta importância na dinâmica do tratamento, pois é feito de forma simultânea ao controle dos sintomas e técnicas para controle de dor, sangramentos, vômitos e suporte psicossocial ao pacientes e familiares.

Em casos mais brandos modificações de dieta e o uso de medicamentos podem aliviar, entretanto em outras situações, dependendo da causa da obstrução e das condições físicas do paciente, a melhora pode ocorrer com quimioterapia, radioterapia, procedimentos endoscópicos ou cirúrgicos.

Por fim, a introdução de um cateter pelo nariz prolongado até a região estomacal para fazer a descompressão gástrica e a drenagem de secreções, ou mesmo a sedação paliativa, podem ser necessários em quadros clínicos mais graves.

Tumor estromal gastrointestinal (GIST)

Em muitos casos descoberto por acaso, em exames de rotina ou cirurgias por outros motivos. Mas, a depender de algum sintoma, um exame médico cuidadoso e específico pode ajudar neste diagnóstico.

Por meio de imagens adquiridas por ultrassom, tomografia ou mesmo por endoscopia a é identificada a gravidade da situação, mostrar a localização exata onde se encontra a patologia, traçando um panorama do seu tamanho e possível comprometimento de demais órgãos e região próxima.

O principal método utilizado é a cirurgia, está dividida em diferentes opções para os GISTs pequenos, como por exemplo, a convencional (aberta), a laparoscópica ou robótica. Em todos os casos é retirada uma margem segura de tecido sadio ao redor do tumor.

Para entendimento e busca do melhor tratamento é preciso considerar cada tipo de GIST único, pois pode haver tamanhos, características e respostas diversificadas ao tratamento, por isso o acompanhamento com profissional de saúde qualificado é fundamental nesse período.

Linfoma gástrico

Outro categoria de célula cancerígena relacionada a essa patologia é o Linfoma Gástrico, situação em que o tratamento a ser feito depende do tipo de linfoma e da extensão da doença, capaz de englobar até mais de modalidades como tratamento da infecção pela H. pylori ou cirurgia acompanhada de radioterapia e/ou quimioterapia, além de considerar a utilização de anticorpos contra linfócitos do tipo B.

Cirurgia Oncológica em Curitiba