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Cirurgia do Câncer de Pele em Curitiba

Ocasionada por uma proliferação incontrolável de células cutâneas prejudiciais ao organismo, essa doença é a mais comum na população brasileira e separa-se em dois tipos: melanomas e não melanomas

Os casos de melanomas são originados nas células produtoras de melanina, substância responsável pela pigmentação da pele, sendo considerada a forma mais séria da doença. Já os não melanomas representam a maioria cerca de 96%. 

Devido ao fato da maioria dos casos ser causado pela irradiação solar é imprescindível o uso de filtro solar e cuidado com os horários de exposição ao sol. Como forma de precaução de sintomas e complicações deve-se ficar atento a lesões ncutâneas, feridas, inchaços, grandes vermelhidões e a aspecto de nódulos ou manchas na pele.

Dados sobre a neoplasia

No Brasil, segundo dados expostos pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) é projetado o número de 85.170 casos novos de câncer de pele do tipo não melanoma entre os homens e 80.410 nas mulheres para cada ano 2018-2019, valores correspondentes a um risco estimado de 82 casos novos a cada 100 mil homens e 75 para cada 100 mil mulheres, colocando-se como o mais frequente no país.

Principais sintomas

– Câncer de Pele Melanoma

Em muitos quadros detectados o primeiro sinal de melanoma é a alteração no tamanho, forma, proporções e cor de uma mancha já existente na pele. Para verificar isso é utilizada a regra ABCDE para buscar algumas mudanças como:

  • Assimetria entre as metades da mancha 
  • Borda: As bordas são irregulares, entalhadas ou dentadas.
  • Cor muitas vezes desigual, como tons de preto, marrom e canela podem estar presentes, assim como áreas brancas, cinza, vermelha ou azul também podem ser vistas.
  • Diâmetro maior que 6 milímetros.
  • Alta evolução da pinta, mudando de tamanho, forma, cor ou aparência rapidamente.

Demais sintomas precisam estar sempre no radar:

  • Feridas não cicatrizadas.
  • Expansão do pigmento de uma mancha na pele.
  • Vermelhidão ou inchaço.
  • Coceira, sensibilidade ou dor.
  • Mudança na superfície da pinta.

 – Câncer de Pele Não Melanoma

Já para os cânceres de pele não melanoma, os sintomas estão, geralmente, relacionados ao surgimento de lesão de pele em áreas de exposição solar , comumente percebida nos antebraços, colo, rosto, e nas mulheres também nas pernas. Em geral, se iniciam como um pequeno nódulo (caroço), podendo em estados mais avançados causar sangramento.

Fatores de risco

Com alta exposição causada pelos raios ultravioletas qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, porém algumas pessoas são mais suscetíveis e pré-dispostas, como no caso daquelas com cor de pele e olhos muito claros, albinas, com vitiligo ou pacientes de tratamentos com imunossupressores   

Essa patologia aparece com maior recorrência para indivíduos com mais de 40 anos, sendo considerado raro em crianças e pessoas negras, exceto em circunstâncias específicas de problema cutâneo prévio que uma paciente possa possuir.

Devido a fatores climáticos, essa margem de idade vem diminuindo com o passar do tempo, já que cada vez mais cedo sofre-se exposição aos raios solares por mais tempo e constância. 

O histórico familiar e rotina pessoal também são fatores responsáveis por doenças cutâneas, pois prolongadas e repetitivas exposições ao sol ou a procedimentos estéticos de bronzeamento podem provocar o aparecimento precoce dessa patologia 

Diagnóstico do câncer de pele

Principalmente para pessoas com alto risco é indicado o autoexame constante, pois segundo estudos grande parte dos casos são descobertas pelo próprio paciente ou por pessoas próximas a seu dia a dia.

Entretanto, para real noção é preciso periodicamente realizar consulta com seu médico, para análise mais completa de todos os sinais e sintomas que possam vir a existir.

Procedimento e acompanhamento realizado, geralmente, por um oncologista ou dermatologista através de exame clínico ou em determinadas situações com a utilização da dermatoscopia, técnica que consiste em usar um aparelho capaz de visualizar camadas de pele não visíveis a olho nu, para amostragem e encaminhamento a biópsia. 

Essa próxima etapa confirma o diagnóstico com análise feita do material coletado em laboratório especializado em anatomia patológica que emite o laudo final. Outros exames podem ser necessários para determinar o estadiamento da doença e decidir o tratamento mais adequado.

Cirurgias e procedimentos

Alguns métodos podem ser aplicados para tratamento desse tipo de câncer, tendo na cirurgia oncológica o procedimento mais indicado para retirada Pele afetada pela neoplasia, quando em estágios iniciais de não melanoma, realizada sem internação e em nível ambulatorial.

Já em casos mais avançados ou com agravante do melanoma, o tipo de intervenção pode variar, dependendo do tamanho e estágio do tumor. 

Outra alternativa que pode ser aplicada são as terapias fotodinâmicas que fazem uso de creme fotossensível e realizam aplicação de uma fonte de luz posteriormente, sendo recomendadas para estágios primários denominados ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele). 

Qual cirurgia optar?

A escolha da técnica cirúrgica para tratamento tanto dos canceres melanomas quanto dos não melanomas depende do tamanho do tumor, da localização e do tipo do câncer de pele. 

A maioria dessas cirurgias pode ser feita em nível ambulatorial. Se for o caso de alto risco de disseminação, a cirurgia pode ser seguida por outros tratamentos.

Criocirurgia

A criocirurgia é realizada com substâncias resfriantes, principalmente o nitrogênio líquido, tendo grande valor no tratamento de lesões pré-malignas, como as ceratoses actínicas.

Excisão

Uma dessas cirurgias pode ser a excisão, onde os tumores são retirados junto com uma pequena margem de tecido normal, sendo realizada com anestesia local e deixando pequena cicatriz.

Curetagem e Eletrodissecação

Possível para tratamento de ambos os tipos de câncer de pele, agindo na remoção do tumor por meio de raspagem com auxílio de uma cureta e, em seguida, com a utilização de eletrodos para condução de correntes elétricas possibilitando assim a destruição de células cancerígenas remanescentes.

Cirurgia de Mohs

Recomendada e utilizada quando a extensão da patologia não é reconhecida ou quando a necessidade é poupar o máximo de pele saudável do paciente, principalmente em casos próximos aos olhos, face central, orelhas e dedos.

Nesta técnica o cirurgião remove uma camada da pele que pode ter sido invadida pelo câncer e localiza sua posição. A amostra de tecido removida é imediatamente analisada por um patologista e, se ainda existirem células cancerígenas, remove-se mais um pouco de tecido, que volta a ser analisado pelo patologista. 

O processo muitas vezes é demorado, mas permite o máximo controle histopatológico e preservação do tecido (pele) normal ao redor do tumor.

 Cirurgia de linfonodo

Se os gânglios linfáticos próximos ao tumor estão crescendo e/ou se espalhando, pode ser um sintoma de que o câncer atingiu esses linfonodos. Para essa situação é feita a remoção cirurgicamente e levada diretamente à análise de um patologista.

Reconstrução

Nos casos dos tumores de grande proporção, pode ser preciso a realização de enxertos por meio de um retalho de pele, auxiliando na cicatrização e recuperação da aparência estética da região.

Casos específicos

Nos casos de metástase do tumor, situação em que o quadro é irreversível causada por sua dimensão e diversos órgãos atingidos, o tratamento se baseia em aplicação e recomendação de medicamentos com o intuito de brecar o avanço dos malefícios.

A ideia deste tipo de tratamento é postergar a evolução da doença, oferecendo chance de sobrevida mais longa aos pacientes.

Cirurgia Oncológica em Curitiba